A revista Forbes publicou há poucos dias um artigo de John Maeda chamado “Your life in 2020” (Sua vida em 2020), semelhante à visão mostrada pela Microsoft para 2019, que supõe a convergência entre o mundo virtual e o real através da realidade aumentada.
Na visão de Maeda e da Microsoft, as pessoas poderão interagir com objetos do mundo real através de interfaces touch e gestuais. Dessa forma, o objeto alvo da interação será relacionado com as informações disponíveis na Internet e o usuário poderá realizar ações sobre ele.
Se o alvo for uma pessoa, será possível ver suas informações através dos dados disponibilizados por uma rede social, como o Facebook, e iniciar um diálogo mesmo não sabendo falar o idioma dela, pois a conversa passará por uma tradução simultânea automática.
Informações das redes sociais disponíveis em um encontro. Imagem: Forbes
Se você se interessar pela blusa que a mulher está usando, você poderá obter informações sobre a peça e comprá-la na Amazon, por exemplo, ali mesmo.
O mundo como um grande catálogo para as compras. Imagem: Forbes
Se essas coisas vão mesmo acontecer em 2020 não dá para se ter certeza, mas uma parte das tecnologias e/ou conceitos necessários para isso já estão presentes no iPhone e iPad da Apple, no Surface e Project Natal da Microsoft, e no SixthSense do MIT, entre outros.
Não há dúvida que as interfaces touch e gestuais serão peças importantes na forma como as pessoas irão interagir com o mundo no futuro. Como ainda são novidades no mercado, vive-se ainda a fase de experimentação, onde tudo parece “mágico” e não é fácil se olhar com objetividade para o que está sendo projetado e construído para essas novas plataformas.
Um estudo recente realizado pelo Nielsen Norman Group nos aplicativos e web sites para o iPad mostra que há vários problemas a serem resolvidos. Os resultados ainda são preliminares, porém já é possível listar algumas das dificuldades que o usuário encontra:
Num futuro onde a distância entre o real e virtual será menor e onde objetos reais serão interfaces para acessar dados e ações, os problemas de usabilidade poderão confundir as pessoas, impedi-las de realizar ações ou até mesmo induzi-las ao erro, o que, no mundo real, pode ser catastrófico.
Se a usabilidade já é importante hoje, ela se torna crucial para a construção desse futuro totalmente interativo vislumbrado por especialistas e visionários.
Veja aqui uma prévia de como será o ano de 2019, na visão da Microsoft, e como será o gerenciamento de emergências da Pacific Northwest National Laboratory.
Visão da Microsoft para o ano de 2019 Futuro do gerenciamento de emergências da Pacific Northwest National LaboratoryDiogo Degaki
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