Smartphones, iPad, iPod Touch, entre outros aparelhos, representam novas formas de acessar a internet em qualquer lugar. Recebemos emails na sala de espera do dentista, acessamos redes sociais em mesas de bar, lemos notícias na fila do banco.
Além da mobilidade, o que muitos desses aparelhos têm em comum é que eles não usam mouse. Para navegar, basta tocar na tela.
A internet como a conhecemos hoje foi criada para a interação com mouse e teclado. Links e botões são de um tamanho adequado para o ponteiro do mouse; algumas informações aparecem na tela apenas ao passarmos o mouse sobre elementos das páginas, recurso conhecido como "hover"; com o hover também percebemos se um elemento na tela é um item de interação ou não.
Porém, nos aparelhos sensíveis ao toque (touch) não existe mouse nem ponteiro. O ponteiro é substituído pelo olhar do usuário. O clique é substituído por um toque com o dedo na tela.
Isso significa que botões e links devem ter um tamanho adequado a um dedo ou a um dedão - dependendo da posição do botão na tela as pessoas usam o dedão.
Também significa que não se pode mais depender de comportamentos de hover para que os usuários compreendam os elementos de interação. Links e botões não mudam de cor e de aparência quando o ponteiro está sobre eles; informações adicionais não são exibidas quando o ponteiro está sobre um elemento. Isso tudo por um motivo: simplesmente não há ponteiro.
Os elementos interativos precisam então ser mais facilmente diferenciados do restante do conteúdo, suas ações precisam ser mais facilmente deduzidas, a interação como um todo precisa ser mais clara e intuitiva.
Os sites que desejam atrair e conquistar os usuários dos dispositivos touch precisarão se adaptar e esse novo paradigma de interação que está surgindo com força.
Essa adaptação pode acontecer de duas formas. A primeira delas é a criação de uma nova interface para o site, que funcione tanto para a interação com mouse e teclado, quanto para a interação por toque na tela.
Outra opção é a criação de uma versão específica do site, que seja exibida quando o acesso vier de um dispositivo touch.
Para se certificarem de que estão oferecendo a melhor experiência para os usuários que utilizam aparelhos touch, algumas empresas já estão incluindo Testes de Usabilidade e Estudos de Experiência do Usuário durante a fase de desenvolvimento de seus sites e aplicativos, e estão saindo na frente dos concorrentes.
O que realmente importa é criar uma experiência positiva para o usuário do site. Aqueles que tiverem sucesso nesta nova etapa certamente estarão um passo à frente na fidelização dos seus usuários.
Fernando Oliveira
Especialista em Usabilidade
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